Traduzido por Patricia Paiva

Muitos religiosos se frustram ao se perderem com a infinidade de abordagens para a iluminação apresentadas na literatura Budista e por seus vários mestres espirituais dizendo : “peguem este ou aquele caminho; estude este sutra e depois aquele sutra; faça isto...não faça aquilo”.  Há muita discussão também sobre psicologia, filosofia, ciência: um bilhão de coisas para ocupar a mente e fugir da abordagem simples e direta para a Auto-realização. 

Enquanto todas estas coisas são, nelas mesmas, certas e boas, não é surpreendente que poucos venham notar a natureza  da iluminação por meio delas. Uma mente desorientada naturalmente se lança ao que é passageiro como se fosse algo eterno - é quando acabamos correndo em círculos, ficando tontos e caindo.

Se você é uma daquelas pessoas que raramente querem ir direto ao assunto, aqui estão os passos:

1) Adivinha: nós todos somos iluminados. O objetivo da prática espiritual é simplesmente notar isto.

2) Todos os caminhos para a iluminação são uma farsa e todos eles levam para a mesma Verdade.

3) Os caminhos são farsas porque não há um caminho-  não há um destino diferente de onde estamos agora, então não há um caminho para chegar se não estivermos nele.

4) Os caminhos só ajudam a nos preparar para Ser, mas eles não fazem nada para que chegarmos lá. A menos que estejamos no caminho, estamos em uma jornada e se estamos em uma jornada, não estamos onde queremos estar.

Onde queremos estar é onde estamos. Não confunda a jornada com o destino!

Se perder no caminho e perguntar ao guia aonde ir é como estar indo para sua própria casa e perguntar para o guia qual é o caminho!

6) Quando lutamos com a prática, nós somos como um bandido tentando ser um policial tentando nos prender- deixe tudo ser.

Mas isto não é o assunto desta pequena conversa- o caminho rápido para Zen. Aqui está: tudo que qualquer um precisa é perguntar profundamente a natureza do “Eu”.  Onde está o “Eu”?  Quem sou “Eu”? Quem é este que está lendo isto agora? Quem está tendo este pensamento? A canção Koans, hua tou’s recitando o nome de Buda- todos os tipos de religiosos discípulos- não têm outro propósito a não ser trazer diretamente para si o “Eu”.  Não há caminho para chegar lá, então não há tempo para chegar lá. O único esforço é o esforço de se importar o bastante. É aí que reside o desafio. Não pode existir fingimento. Nós devemos ser extremamente honestos conosco.  Temos que ter coragem para confrontar a natureza fundamental da vida e da morte, o que significa abandonar nossas imagens mentais de quem somos e de tudo. Desapego é essencial.

Então se estiver cansado e frustrado da batalha, só pare nos trilhos e se pergunte: “Quem é este que está cansado e frustrado?” Com o rachar do trovão, o véu desaparecerá.

E este é o caminho mais rápido para Chan!